ROMANTISMO: RESUMO, CARACTERÍSTICAS, CONTEXTO HISTÓRICO, PRINCIPAIS AUTORES E OBRAS DA ESCOLA LITERÁRIA

Estudou sobre o Romantismo na literatura e quer reforçar o conhecimento? Veio para o lugar certo! No Vá Ler um Livro você vai fixar todo o conteúdo. Você pode ver todos os detalhes sobre esta escola literária no texto que se encontra logo abaixo. No entanto, para facilitar um pouco o entendimento, inserimos nesse conteúdo duas vídeo aulas (uma sobre o contexto histórico do romantismo e depois as fases sobre essa escola literária) para que você tenha uma opção mais didática!

Romantismo: Resumo e características da escola literária

O romantismo é o movimento literário seguinte ao Arcadismo, época em que tudo era paz, só amor pela natureza. Agora no romantismo, idealização é a palavra-chave.

Sabe quando imaginamos o/a crush sendo tudo de bom e o que a gente sempre quis? Assim eram os escritores do período do romantismo. Idealizavam uma mulher virgem, pura e boa; uma coisa totalmente inalcançável, já que ninguém é perfeito.



As principais características do romantismo são:

– idealização da mulher amada: escreviam sobre a mulher perfeita, mas que estava inatingível.

– sentimentos pessoais: tudo gira em torno do que “eu” estou sentido, do que “eu” estou vivendo, do que “eu” estou passando.

– culto à natureza: o mar é lindo, as árvores são ótimas, o céu é maravilhoso. Nessa literatura, tudo é perfeito na natureza, e há uma grande valorização disso.  Os autores também usavam elementos da natureza para fazer metáforas.

– patriotismo: outro ponto muito valorizado era a própria terra, o lugar onde os escritores moravam. Isso se refletia nas obras deles.

Contexto histórico do Romantismo

romantismo na literatura. imagem de o morro dos ventos uivantesAs pessoas estavam passando por um momento de transformação e de liberdade, seguindo os ideais da Revolução Francesa (igualdade, fraternidade e liberdade).

Gutenberg tinha acabado de inventar uma máquina para reproduzir textos, ou seja, os livros ficaram mais acessíveis, e vieram os jornais e revistas.

E então surgiu o romance de folhetim. Nos jornais havia uma sessão onde eram publicados capítulos de romances, e os leitores esperavam ansiosamente pela continuação da história. Como a gente, que espera sempre pelo próximo episódio da nossa série favorita!

 

 

Primeira Geração: Nacionalista (ou Indianista)

São as obras que abordam a natureza, o país e idealizam tudo maravilhoso. O nome vem de nacional, ou seja, do próprio país. Também é conhecida como Indianista por retratar o índio. Um dos exemplos de obra desse período foi “Viagens na minha terra”, de Almeida Garret. Um livro em que podemos ver ele exaltando o lugar onde vive.

No Brasil, um livro muito famoso da primeira geração é “Iracema”, de José de Alencar. Nessa obra vemos um índio nobre, valente, perfeito.

Outros autores importantes dessa geração são Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias e Araújo Porto-Alegre.



EXEMPLO

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá

Nosso céu tem mais estrelas
Nossas várzeas tem mais flores
Nossos bosques têm mais vida
Nossa vida mais amores

(Canção do Exílio, Gonçalves Dias)

 

Segunda Geração: Ultrarromantismo (ou Mal do século )

As obras desse período são mais pesadas. Os autores falam das saudades que tem da infância, de como a vida era boa antes, abordam o medo da morte, falam de amores não correspondidos… Muitas pessoas se mataram escrevendo ou lendo esse tipo de texto. Por isso que a segunda geração do romantismo é conhecida como “mal do século”. Uma coisa bem depressiva mesmo.

Na literatura desse período estava presente muita subjetividade e introspecção.  Os principais escritores dessa geração foram Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Junqueira Freire.

EXEMPLO

Se eu morresse amanhã,viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que amanhã!
Eu pendera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que dove n’alma
Acorda a natureza mais loucã!
Não me batera tanto amor no peito,
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã…
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!

(Se eu morresse amanhã!, Álvares de Azevedo)

 

Terceira Geração: Condoreirismo

O nome dessa geração vem do pássaro Condor, que representa a liberdade (assim como a pomba branca significa paz.).

Nesse período os escritores quebraram regras da literatura. Os poemas começaram a ser escritos de maneira diferente, com quantos versos os es autores achassem melhor, ao invés do 12 versos padrão. Na prosa, eles colocaram palavras que antes não eram da literatura, ou seja, palavras mais usadas pelo povo.

Nessa geração os autores também começaram a falar de questões sociais, foi o primeiro passo para o realismo, próximo movimento literário.

Os principais autores são Castro Alves e Sousândrade.

 

EXEMPLO

Existe um povo que a bandeira empresta
P’ra cobrir tanta infâmia e cobardia!…
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!…
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio.  Musa… chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! …

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança…
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!…

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! … Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!

(Navio Negreiro, Castro Alves)