Pré-Modernismo: Resumo, características, contexto histórico, principais autores e obras

Olá, você! Quer conhecer mais sobre o Pré-Modernismo? Vem com a gente! Importante avisar: essa não é uma escola literária! É um período de transição de alguns escritos. Mas vamos lá, veja esse vídeo e depois confira nosso post.

Resumo e características do Pré-Modernismo

Como mencionamos no começo do post, é muito importante lembrar que o Pré-Modernismo não é uma escola literária. Por isso, temos características de alguns movimentos literários que já passaram.

No Brasil, começam a trazer para a literatura os marginalizados, que antes não era visto. Os autores queriam mostrar o Brasil de fato, fazer uma crítica social e denúncia. Por isso, temos a presença do regionalismo, os escritores focavam em narrativas que se passavam nas regiões que eles conheciam (geralmente, onde viviam) na escrita dos seus textos.

Apesar de isso tudo, a linguagem não é moderna, continuava sendo uma gramática mais antiga e difícil. Afinal, era um momento de transição.


Contexto histórico do Pré-Modernismo

Imagem de uma pintura representante do simbolismo. Na Europa era o momento da belle époque, em que grandes invenções estavam sendo criadas: o telefone, a lâmpada elétrica, o cinema e o carro movido a motor. Foi um período que durou de 1871 a 1914, quando começou a Primeira Guerra Mundial.

No Brasil era a época da República Café com Leite. O poder na presidência era intercalado por políticos de São Paulo (estado onde tinha uma produção grande de café) e por políticos de Minas Gerais (onde era produzido o leite).

 

Principais autores do Pré-Modernismo

Euclides Da Cunha

Jornalista e autor do livro “Os Sertões”. Foi convidado pelo jornal Estadão a fazer reportagens sobre A Revolta dos Canudos. Chegando lá, achou que precisava fazer mais e começou a escrever o livro.

Usou do determinismo (uma teoria do naturalismo, que dizia que o homem é o resultado do meio em que vive, da sua raça e do contexto histórico) na sua obra. Dividiu “Os Sertões” em três partes: na primeira fala sobre o Nordeste (meio), na segunda sobre o personagem (raça) e na terceira sobre a revolta de Canudos (contexto histórico).

Lima Barreto

É o diferentão, pois não usa a gramática mais antiga, mas sim uma coisa mais moderna. Diferente do Euclides, que achava que o homem não ia mudar porque era o produto do meio, Lima não tem esse conformismo e acha que o ser humano pode sim se transformar. É autor do livro “O triste fim de Policarpo Quaresma”.

O personagem principal, Policarpo Quaresma, é nacionalista, ou seja, tem orgulho e defende o Brasil. Por exemplo, o personagem acha que devemos falar tupi, afinal, o português chegou com os portugueses, que não são daqui.


Monteiro Lobato

Um dos autores mais importantes da nossa literatura. Você deve conhecer pelo “Sítio do Pica-Pau Amarelo, mas nessa época ele ainda não tinha escrito essa história. Monteiro foi um cara super importante para a sociedade e tinha muito poder na época. Tinha ideias políticas modernas, mas a gramática de sua literatura era antiga e difícil.

Criou livro “Urupês”, em que faz uma crítica social com o personagem Jeca Tatu, que representa o brasileiro da época: é conformado com o meio em que vive e não faz nada para mudar.

Augusto dos Anjos

É um autor quase Parnasiano, e fazia poesia na época do Pré-Modernismo. É sombrio, e sua obra aborda a morte. Suas poesias são pessimistas e falam muito dos vermes comendo a carne. Sim, uma coisa bem trash e pesada.